Eu poderia ter escrito isso (abaixo)... de outra forma, com outras palavras, em outra língua, mas com o mesmo conteúdo.
"O sentido da vida? O sentido da minha vida. Os próprios livros empilhados e balançando na mesa de mamãe continham respostas pretensiosas a essas perguntas. "Somos criaturas que buscam sentido", escrevi, "que têm que lidar com o inconveniente de serem lançadas num universo que, intrinsecamente, não tem sentido algum". E assim, para evitar o niilismo, expliquei, temos de embarcar numa tarefa dupla. Primeiro, inventamos ou descobrimos um projeto que dê sentido à vida e seja vigoroso o bastante para sustentá-la. Depois, precisamos dar um jeito de esquecer nosso ato de invenção e nos convencer de que não inventamos, e sim descobrimos, o projeto que dá sentido à vida - convencer-nos de que ele tem uma existência independente "lá fora".
Embora eu finja aceitar sem julgamento as soluções encontradas por cada pessoa, secretamente eu as classifico como sendo de bronze, prata e ouro. Algumas pessoas são instigadas pela vida afora por uma visão de triunfo vingativo; outras, imersas no desespero, sonham apenas com a paz, o desapego e o livertar-se da dor; algumas dedicam a vida ao sucesso, à opulência, ao poder ou à verdade; outras buscam a autotranscendência e mergulham numa causa ou em outro ser - um ente querido ou uma essência divina; outras, ainda, encontram o sentido numa vida de prestação de serviços, no pleno desenvolvimento pessoal ou na expressão criativa.
Precisamos da arte, disse Nietzsche, para que a verdade não nos destrua."
Trecho extraído do livro " Mamãe e o sentido da vida" de Irvin D. Yalom. (Em negrito as partes de que eu gosto mais).







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