terça-feira, 30 de outubro de 2007

A fingida bem intencionada

Final de semana passado aconteceu uma coisa interessante. Eu já tinha observado isso em Nina e, inclusive, em outras crianças, mas dessa vez foi mais forte, mais claro. E, dessa vez, eu refleti a respeito.


Eu descia a escada da minha casa e Nina me esperava ao final dela. Tropecei e raspei (literalmente e brutalmente) o pé na beirada da escada. A meia não ajudou em nada na contenção da dor. Foi uma dor desgraçada e eu espontaneamente demonstrei com todos os ais e uis possíveis (e me contendo para não utilizar outras expressões mais cabíveis à ocasião) a tal dor. Pois não foi que Nina começou a chorar?


Eu confesso que parei de chorar imediatamente. Fiz das tripas coração (oh expressão infeliz!) e fingi que estava tudo bem.


O interessante é que eu me lembro de ter vivido uma situação semelhante no começo do ano 2000 quando minha mãe estava no hospital, dessa vez no papel de filha. Ela voltou de uma cirurgia e estava sentindo muita dor. Percebendo isso, eu comecei a chorar. Eu tinha 23 anos! E minha mãe, que não era de primeira viagem, nem tinha um bebezinho a sua frente, fingiu que estava tudo bem.


Pois sim, aí é que está o problema, no fingimento. Foi a minha amiga Susie que me chamou atenção para isso. A gente tem uma tendência (materna? natural?) a não querer que os nossos filhos sofram e somos capazes até de fingir para isso.


Mas será que fingir que está tudo bem é o mais apropriado? Parando pra pensar no assunto eu me surpreendi com as minhas próprias reflexões. Não, no fundo eu não acho que fingir seja a melhor alternativa. Diz o ditado que mentir e coçar é só começar. E quanto a fingir? Você finge que está tudo bem; finge que é feliz; finge que tem dinheiro; finge que trabalha; finge que se diverte; finge que faz regime; finge que ama; finge que tem orgasmo... não, definitivamente, fingir não é a melhor opção. Aliás, nem pra quem finge, nem pra quem recebe o fingimento. Vejamos.


Eu – a fingida – não posso simplesmente colocar pra fora a minha dor porque quero proteger a minha filha de sentir uma dor por tabela. E finjo. Ela, por sua vez, não sabe como receber essa mensagem. Como assim, doeu, depois não doeu mais? Mas eu vi a queda, e deve ter doído mesmo. Que reação estranha é essa? Imagino esse tipo de especulação se passando na cabeça do meu bebê, se esse tipo de especulação na cabeça de um bebê fosse possível. Mas, não sabendo o que é possível ou não, o que eu sei é que ela não é boba, capta muito mais do que imaginamos e que as impressões ficam. Primeiro a impressão da queda, da dor, da careta, depois a impressão do sorriso forçado, da não dor, da cantoria desafinadíssima usada como disfarce infeliz... tudo isso para não permitir que meu bebê chorasse.


Mas, afinal, por que não chorar? Poxa, ela só estava sendo solidária! Ela demonstrou uma capacidade de empatia enorme, creio eu, ao começar a chorar. É como se ela estivesse me dizendo: eu sei, eu vi, eu me solidarizo com você, e, por fim, eu externo isso pra você porque eu me importo com você!


Que maravilha! E eu estraguei tudo com a minha pretensão de fazer tudo perfeito, de evitar a todo custo qualquer sofrimento para ela.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Simpatia, sugestões, histórias... menos empatia

Educação pela comunicação não violenta


Parece coisa de criança esse vídeo sobre a educação pela comunicação não violenta. Mas, por quê não? Minha sogra não se cansa de repetir: quem cura tem razão! Ora, se o método parece infantil, que funcione!

É preciso então conexão. Estamos de volta a empatia!

Uma criança que não quer arrumar o quarto e ainda fica arremedando a mãe já na beira de um ataque de nervos? Esta cena não tem nada de pouco plausível, não é mesmo? A dica do vídeo, que é a de quem trabalha com a comunicação não violenta, é conectar-se! É preciso buscar compreender o porquê disso, o que está por trás do palco, nos bastidores. E a teoria da cnv diz que por trás de tudo vamos encontrar uma necessidade não satisfeita.

Pois sim, perguntas não são suficientes para chegar ao outro. Por que você está fazendo isso? (E o tom vai junto: um de censura, de recriminação)... isso não leva nada, só a um afastamento ainda maior. O conectar-se passa por compreensão sim, mas uma compreensão empática.

Calma, já já vamos sair do grego e passar pro bom português. O que é que eu estou chamando de compreensão empática? É o colocar-se no lugar do outro, tentar tocar-lhe, compreender seus sentimentos, ouvir-lhe atentamente, chegar as suas necessidades. A gente pode começar perguntando se a pessoa em questão, criança ou não, está se sentindo frustrada, como por exemplo no caso do vídeo. O importante é tentar chegar até o sentimento dela com intuição e cautela, com empatia. Através do sentimento é que a conexão é feita. No momento em que o outro percebe que estamos tentando realmente compreender com profundidade o que ele sente, compreender esse sentimento sem julgar, sem classificar, sem discriminar é que a conexão acontece.

E é então que as máscaras caem e vamos encontrar no lugar delas apenas uma necessidade nua e crua, feliz por estar sendo ouvida.

E o que é que você vai fazer com essa necessidade surgida das cinzas? ... não percam os próximos capítulos! ...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Falta empatia

Finalmente o meu livro chegou, justo agora que essa enxurrada de férias não nos deixa tempo nem para uma horinha no sofá enquanto a Nina dorme. Que pena... entretanto, estar por todo lado sempre com a vela içada é um bom laboratório.

Ainda no início desta semana, em casa de um amigo em Berlim, não pude deixar de notar um tom rancoroso em sua voz ao me passar informações sobre uma amiga em comum, quero dizer, amiga minha, ex dele. Tantos anos se passaram depois do término e ainda assim o sentimento manchado é o que sobressai. O que é isso?

Acredito que aqui novamente nos encontramos em terreno incerto, impróprio, tantas vezes inexplicável. Por que é tão difícil fazer as pazes com o outro? Aquele a quem tantos versos foram dedicados, tantas horas dos nossos poucos minutos de folga do trabalho furtados, tantas mensagens sofríveis digitadas, tantos sorrisos fugidios escapados, tantos passos temerosos percorridos juntos... falta alguma coisa, sobram outras. Em alemão alguém diria que está faltando Verarbeitung (digestão/assimilação/trabalho), eu repito o Marshall e digo que está faltando empatia (empathy).

A empatia é palavra-chave para assimilar o passado, compreendê-lo, digeri-lo e viver no presente, posto que o passado, a esta altura já trabalhado, pode ser deixado no passado, não sendo mais fonte de incômodo. Ser empático é poder se colocar no lugar da outra pessoa, sentir o que ela sente, buscar compreendê-la através do caminho percorrido por ela, tendo os olhos dela como janela. O problema é que às vezes você precisa dar pra depois receber. E neste caso específico, o do orgulho ferido: quem cede primeiro? Quem atira a primeira pedra?

Se vocês esperaram encontrar uma solução aqui, sinto decepcioná-los. Ainda estamos dando os primeiros passos. Por isso tantas perguntas, poucas respostas, bússula, e não gps. É preciso o debate!

E porque a flor nos dá tanto e pede tão pouco. Sendo ela mesma símbolo de paz, harmonia, amor, reconciliação, o melhor é terminar com uma linda flor encontrada num burgo no sul da Alemanha, dedicando-a a todos aqueles que ainda precisam curar os corações (e quem não precisa?), incitando-os a fazer as pazes e a contribuir para a nossa descoberta.
Posted by Picasa

sábado, 13 de outubro de 2007

Amor(?) – berço dos piores conflitos

E porque é o amor - ou isso que se diz amor - o berço dos piores conflitos; de conflitos geradores de violência, sim senhor(!), eu quero uma pausa. Só quero um segundo para falar de ti, ó amor, àqueles que pensam que lhe encontraram, mas lhe violentam em cada ato, em cada olhar, em cada passo.


Chama e Fumo

Amor - chama e, depois, fumaça...
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa...

Gôzo cruel, ventura escassa,
Dono do meu e do teu ser,
Amor - chama e, depois, fumaça...

Tanto êle queima! e, por desgraça,
Queimado o que melhor houver,
O fumo vem, a chama passa...

Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor - chama e, depois, fumaça...

A cada par que a aurora enlaça,
Como é pungente o entardecer!
O fumo vem, a chama passa...

Antes, todo êle é gôsto e graça.
Amor, fogueira linda a arder!
Amor - chama e, depois, fumaça...

Porquanto, mal se satisfaça,
(Como te poderei dizer?...)
O fumo vem, a chama passa...

A chama queima. O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas, tem de ser...
Amor?... - chama e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...

Do grande poeta brasileiro Manuel Bandeira.

Quem é Marshall Rosenberg?

Nascido em 6 de outubro de 1934 em Canton, Ohio, nos Estados Unidos, Marshall Rosenberg é doutor em psicologia pela Universidade de Wisconsin-Madison em 1961, criador da comunicação não violenta (Nonviolent Communication), um processo comunicativo que auxilia as pessoas a trocarem informações necessárias para a resolução pacífica de conflitos e diferenças. Ele também é fundador e diretor de serviços educacionais da ong internacional Centro de Comunicação Não Violenta (Center for Nonviolent Communication), com sede na Califórnia.

O seu livro principal se chama em português Comunicação Não violenta e pode ser encontrado na livraria cultura.

O vídeo apresentando a comunicação não violenta de Marshall Rosenberg - parte 3 e última (em inglês)

O vídeo apresentando a comunicação não violenta de Marshall Rosenberg - parte 2 (em inglês)

O vídeo apresentando a comunicação não violenta de Marshall Rosenberg - parte 1 (em inglês)


No vídeo acima o Marshall Rosenberg explica como chegou a desenvolver a linguagem da 'comunicação não violenta'. Infelizmente só tem em inglês. Se alguém souber de vídeos sobre este tema em português, eu agradeceria a indicação!

Ele partiu da pergunta, como é que algumas pessoas se satisfazem em fazer outras sofrerem. E como outras pessoas se satisfazem exatamente com o contrário.

Ele percebeu que esses grupos diferentes de pessoas utilizam uma linguagem diferente. E analisar a linguagem das pessoas que se satisfazem com a felicidade dos outros tornou-se o seu objetivo, qual seja o de contribuir para o desenvolvimento desta linguagem e, por conseguinte, para a solução pacífica de conflitos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Educação não violenta?

Como educar os filhos sem violência? Ontem mesmo eu tive uma conversa com Adriana sobre isso, dado que somos duas mães preocupadas com o bem-estar e o desenvolvimento emocional dos nossos pequenos educação é sempre um tema. Ela me mandou um link muito bom a esse respeito, e como tem tudo a ver com o tema deste blog, não podia passar em branco. Vale a pena dar uma olhada nele para entender melhor este post.

A minha maior dúvida é como conciliar o fato de que os pais precisam satisfazer as necessidades dos filhos com a imposição de limites a eles. Eu acredito que todo mundo concorda que criança precisa de limite. Aliás, acho que vocês vão concordar até mais com isso do que com o fato de que os pais têm que satisfazer as necessidades dos filhos. Eu ouvi aqui na Holanda por exemplo de uma mãe: “eu não tô aqui pra me adequar a vida dela (da filha), ela é que tem que se adequar a minha”.

Portanto, estejam avisados, não estamos navegando em águas calmas!

Eu posso lhes expor a minha forma de conciliar a aparente contradição entre a não violência e a imposição de limites. Daí partimos para o debate. Eu creio que este tema ainda vai ter parte 2, parte 3, parte ...

Nina adora ir ao supermacado. Lá tem muitas coisas coloridas e prateleiras cheias de sacos, latas, garrafas colocadas numa altura que ela alcança. Além disso, que beleza(!), algumas coisas são até geladinhas, mais uma sensação diferente para experimentar. Por mais boa vontade que se tenha, não dá pra deixar ela tirar tudo das prateleiras, nem morder todas as maçãs, cebolas ou cenouras que encontra pela frente, muito menos abrir o saco do papel higiênico e puxar o rolo inteiro. Surge então o conflito de interesses: de um lado ela, querendo experimentar tudo do jeito que ela quer, de preferência sem nenhuma barreira à plena satisfação das suas necessidades; do outro lado eu, tentando impedir o caos de se estabelecer (imaginem a cena: eu e Nina sendo expulsas do Super De Boer levando pra casa uma mega conta para o Uwe pagar – simplesmente hilária!).

Até aí eu não creio que haja nenhuma discordância entre nós de que a mãe precisa se impor, ou seja, à necessidade de se expandir, de criar, de brincar, de se divertir, de experimentar da minha pequena precisam ser levantados obstáculos. No entanto, o que parece fácil, às vezes, se torna um pesadelo: eu falo com ela, explico todos os porquês, mostro a ela outras coisas, falo do miau que a gente vai encontrar quando sair do mercado, pergunto se ela já cansou de estar ali, se quer colo, etc... normalmente funciona. E quando ela tem um pacote de macarrão pra jogar no carrinho e se distrair, funciona mais rápido ainda. O pesadelo é quando ela começa a chorar, a gritar, a fazer um corpo de enguia (como o pai chama) e a testar a paciência de qualquer cristão.

Bem, a minha solução é simples, e eu creio, não violenta. Eu largo a mão dela (senão o braço fica muito esticado, já que ela se jogou no chão) e fico do lado dela quieta, esperando ela terminar o escândalo, que nada mais é do que uma forma dela me dizer que não quer fazer aquilo que eu quero que ela faça. A reação dela então é (a) voltar rapidamente para tentar continuar fazendo “o proibido” ou (b) se levantar e me seguir. No caso (a), eu simplesmente recomeço todo o processo (aliás, é nessa hora que eu tenho certeza de que quando eu morrer eu vou pro paraíso sem passar pelo purgatório!). Chega um momento em que ela simplesmente entende. E eu não precisei bater, gritar, carregar contra a vontade, ameaçar, jogar sentimentos de culpa nem motivá-la extrínsecamente.

Eu estou bastante ciente de que este é apenas um simples exemplo. Mas o que eu queria, acho que atingi: mostrar que é possível sim educar sem violência.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Encontro inusitado

Hoje eu conheci uma menina na metade dos seus vinte anos que me deu uma lição de não violência. Ela me deixou sem fala. E para aqueles que me conhecem, isso não é tão simples assim de se conseguir.

Essa menina não teve uma vida facil. Ela cresceu num orfanato até os 12, quando foi adotada. Aliás, não foi adoção, na verdade, ela foi morar com “tutores” – um casal que se responsabilizou (ou deveria ter se responsabilizado) pela sua criação, managing o pacote completo de suas necessidades. (Sim, Clodo, tenha calma, em breve estaremos iniciando o debate acirradíssimo sobre o que são as nossas necessidades).

O que poderia ter sido não foi. Aliás, pode-se dizer que foi por água abaixo. Pelo menos do que se pode dizer do resto da sua infância e adolescência.

Eu sei que vocês estão ávidos por detalhes, provavelmente faz parte da natureza humana, porquanto das nossas necessidades, entrar nos pormenores da vida dos outros. Mas eu não sei de detalhe nenhum. Como poderia, tendo conhecido esta menina hoje? Por mais simpática que eu seja, ninguém despeja o balde de merda da sua vida nos seus ouvidos nos primeiros 30 minutos de conversa! E, sinceramente, eu não lhes diria nada dos pormenores, mesmo se soubesse. Afinal, isso teria sido confiado a mim e não a vocês. Portanto, nada de detalhes.

O resumo da história são conclusões minhas: essa menina não deve ter tido nenhuma vida fácil. E, vamos colocar as palavras em termos bem cuidadosos: deve ter sofrido algum tipo de violência, continuada ou não por parte desses “tutores”.

Ora, violência contra qualquer pessoa me revolta (sim, Marshall, um dia eu chego lá, eu sei, esse não é o caminho, blábláblá, mas ainda estou engatinhando, portanto, considere pelo menos o fato de eu estar sendo sincera). Sim, e além de me revoltar me faz querer justiça (como boa advogada que sou, era, serei – whatever). E lá fui eu na minha inocência(?), raiva, indignação e um pouco de empatia por aquela “vítima” sugerir-lhe que tomasse as providências cabíveis. Afinal, vivemos num Estado de Direito, onde funciona instâncias capazes de lidar com “esses” casos, como a polícia, por exemplo.

Como se não bastasse o meu atrevimento de entrar assim na sua semana sem pedir licença, recebi uma que me valeu algumas horas de reflexão e este post: “sim, eu pensei muito em fazer isso. Também fui aconselhada por outras pessoas a fazê-lo. Mas de quê adianta? O que isso vai acrescentar a minha vida? Isso não vai me fazer feliz ou menos infeliz. Também não vai apagar o passado e o mais importante, não vai me dar nenhum futuro.”

Provavelmente seria exagero dizer que o contato com a “comunicação não violenta” mudou a minha vida, é um divisor de águas para mim, etc e tal. Mas eu posso lhes dizer com muita sinceridade que se não tivesse tido este contato e refletido bastante a respeito, a minha primeira reação teria sido a de tentar convencê-la de que ela não pode deixar “barato” coisas ruins que outras pessoas lhe fizeram. Porém, a minha reação foi o silêncio. Um silêncio envergonhado e respeitoso por estar diante de alguém sem praticamente nenhuma educação formal, que me dava uma lição muito mais profunda (sem perder a simplicidade) do que eu poderia ter obtido das mãos dos catedráticos.

domingo, 7 de outubro de 2007

Apresentação

Caríssimos:

Diz o ditado que quando os gatos saem, os ratos fazem a festa. Comigo não é diferente, eu tenho que esperar minha gatinha dormir pra dar asas aos meus pensamentos. E aqui estou na minha primeira tentativa de apresentá-los a vocês.

Trata-se de uma idéia que eu tive ao ler um livro do Marshall Rosenberg sobre comunicação não violenta. Na verdade, o livro era sobre a resolução de conflitos através do método da comunicação não violenta, um diálogo com a jornalista Gabriele Seils. O livro principal dele sobre este tema, que tem o nome deste blog em inglês, eu já comprei, mas ainda nao chegou. De qualquer modo, há muito um livro não me faz prender a respiração, e por que não dizer, quase perder a respiração. E porque eu não quero guardar esse entusiasmo só pra mim, eu resolvi iniciar este blog.

Uma comunicação não violenta é uma comunicação em que transmitimos ao outro as nossas necessidades. Não o que queremos, nem desejamos, mas de que precisamos. Dito isto, parece simples, mas é a história ultrapassada do denorex. Por que a comunicação desta forma é não violenta? Como comunicar minhas necessidades? Mas, quais são mesmo as minhas necessidades? Como solucionar conflitos comunicando necessidades? Nem violento eu sou, por que esse “método” me interessaria?”. E esse negócio de não violência não “tem a ver” com Gandhi? E o budismo, onde é que entra nessa história toda?

Enfim, deixo aqui estas perguntas como respostas ao porquê de estar aqui. Espero que vocês embarquem comigo na buscas destas e tantas outras respostas.

...

Miaaau... oops! Até a próxima.


Daiana Vasquez