terça-feira, 23 de outubro de 2007

Educação pela comunicação não violenta


Parece coisa de criança esse vídeo sobre a educação pela comunicação não violenta. Mas, por quê não? Minha sogra não se cansa de repetir: quem cura tem razão! Ora, se o método parece infantil, que funcione!

É preciso então conexão. Estamos de volta a empatia!

Uma criança que não quer arrumar o quarto e ainda fica arremedando a mãe já na beira de um ataque de nervos? Esta cena não tem nada de pouco plausível, não é mesmo? A dica do vídeo, que é a de quem trabalha com a comunicação não violenta, é conectar-se! É preciso buscar compreender o porquê disso, o que está por trás do palco, nos bastidores. E a teoria da cnv diz que por trás de tudo vamos encontrar uma necessidade não satisfeita.

Pois sim, perguntas não são suficientes para chegar ao outro. Por que você está fazendo isso? (E o tom vai junto: um de censura, de recriminação)... isso não leva nada, só a um afastamento ainda maior. O conectar-se passa por compreensão sim, mas uma compreensão empática.

Calma, já já vamos sair do grego e passar pro bom português. O que é que eu estou chamando de compreensão empática? É o colocar-se no lugar do outro, tentar tocar-lhe, compreender seus sentimentos, ouvir-lhe atentamente, chegar as suas necessidades. A gente pode começar perguntando se a pessoa em questão, criança ou não, está se sentindo frustrada, como por exemplo no caso do vídeo. O importante é tentar chegar até o sentimento dela com intuição e cautela, com empatia. Através do sentimento é que a conexão é feita. No momento em que o outro percebe que estamos tentando realmente compreender com profundidade o que ele sente, compreender esse sentimento sem julgar, sem classificar, sem discriminar é que a conexão acontece.

E é então que as máscaras caem e vamos encontrar no lugar delas apenas uma necessidade nua e crua, feliz por estar sendo ouvida.

E o que é que você vai fazer com essa necessidade surgida das cinzas? ... não percam os próximos capítulos! ...

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